domingo, 27 de dezembro de 2009

Dream A Little Dream...


"Ter o que mais se deseja e ser feliz são coisas completamente
diferentes"

Hey hey hey! O bardo voltou, essa é a Lei!

Hauahua... rimas idiotas a parte, vamos ao que interessa. O último post do ano aqui da Torre! Honestamente, não ando nem um pouco inspirado para escrever nada... odeio essas festas de fim de ano. Sempre um tédio! Só servem pra comer e dormir... #fato

Pra quem me segue no Twitter, já aviso, ainda estou no meu período de exílio! Sem comunicação com o mundo exterior, a não ser que se mostre realmente necessária. Para os curiosos, não é nada demais, apenas o meu lado aquariano implorando por sossego, e como eu não tenho os poderes de me teleportar pra Marte no melhor estilo "Dr. Manhattan", faço do meu jeito mesmo. Sumir é bom, faz bem pra mente, pra alma e pro coração!

Voltando aos assuntos da Torre! Resolvi escolher como último post do ano falar sobre um tema muitíssimo interessante, que me veio assim, do nada (isso acontece muito comigo).

SANDMAN

Sandman é uma revista de história em quadrinhos, sucesso de crítica e público. Criada por Neil Gaiman em 1988 para o selo Vertigo da Editora DC Comics. Suas histórias descrevem a vida de Sonho (Sandman, Dream ou ainda Morpheus), o governante do Sonhar (o mundo dos sonhos) e sua interação com o universo, os homens e outras criaturas.

"É apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote.
Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando... é isso que faz o resto valer."

Pausa: Sim gafanhoto, uma revista em quadrinhos! Se você é daqueles que ainda acredita que histórias em quadrinhos são para crianças, sinto muito, mas você está terrivelmente enganado. A muitos anos esse tipo de arte passou de mero entretenimento para uma forma de arte que abrange grandes obras de enredos longos e complexos, voltados para o público adulto, como "Watchmen", e "Batman: O Cavaleiro das Trevas".

"Que poder teria o Inferno, se os prisioneiros daqui não fossem
capazes de sonhar com o Céu"

A história toda começa quando Morpheus é invocado durante um ritual ocultista e aprisionado por 70 anos. Com sua ausência o mundo começa a entrar num colápso, com inúmeros casos de pessoas que simplesmente dormem e não acordam mais e outras que passam a não mais dormir, vagando por ai como zumbis (não os comedores de cérebro!!!!).

"Andei fazendo uma lista de tudo que não ensinam na escola.
Não ensinam a amar. Não ensinam a ser famoso. Não ensinam a ser
rico ou pobre. Não ensinam a se afastar de alguém que você não ama
mais. Não ensinam a saber o que se passa na cabeça dos outros. Não
ensinam o que dizer a alguém moribundo. Não ensinam nada que valha
a pena saber"

Após se libertar, Morpheus volta ao seu mundo, com a difícil tarefa de reorganizar tudo, e restaurar o equilíbrio dos reinos. Encontrando nesse caminho, personalidades como John Constantine, e até o próprio Lúcifer.

Para os que estão curiosos e querem dar uma olhada nessa incrível HQ, o blog "A Taverna do Bárbaro" disponibilizou para download toda a coleção (75 Volumes).
Download > Aqui!!!

“Só tenho dois tipos de sonhos: os ruins e os terríveis. Com os ruins consigo lidar, são apenas pesadelos e logo acabam, eu acordo. Os sonhos terríveis são os sonhos bons, nos sonhos terríveis tudo vai bem.... Tudo é maravilhoso e normal. Aí ... eu acordo e ainda sou eu. E continuo aqui. E isso é realmente terrível.”

OBS: Todas as frases são da HQ Sandman.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Saudades..."


Pois é galera, Dezembro foi um mês de "textos" aqui na torre. E mesmo que involuntariamente, eles serviram bem para fechar o ano trazendo um pouco mais de consciência pra todos que visitam esta humilde morada... (pelo menos era essa a intenção xD)

O último "post texto" do ano não seria diferente, um poema (aliás, QUE POEMA!!) de Fernando Pessoa. Enjoy! :D

Saudades...
Fernando Pessoa

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe...

Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro.

Vamos nos perder no tempo... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão?
Quem são aquelas pessoas? Diremos... Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto.. . nos reuniremos para um ultimo adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos.

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado.

E nos perderemos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades. ..

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O Paradoxo do Nosso Tempo

Texto de George Carlin.

O Paradoxo do Nosso Tempo

"Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ausência

Poema "Ausência" de Vinícius de Moraes.


Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

MORAES, Vinícius de. ANTOLOGIA POÉTICA.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Cada Um Tem O Que Merece"

O post de hoje é meio pessimista, porque eu me encontro num momento assim. Se você não curtir (porque é muito grande, ou é muito chato) simplesmente não leia, pois como eu disse no 1° post da Torre, o que eu escrever aqui vai depender do meu estado de espírito.

"Cada Um Tem O Que Merece"
Eis a frase que me fez criar esse post! Não vou entrar em detalhes a respeito dos "bastidores", mas foi algo que me balançou demais por ter sido dita por alguém que me era muito importante.

Longe de mim fazer da Torre o meu diário pessoal. A idéia nunca foi essa. Mas as vezes é bom pegar um espaço aqui pra desabafar.

"As pessoas desaprenderam a amar". Não lembro bem quem disse isso, mas traduz fielmente o retrato atual da sociedade, onde o egoísmo impera e o próximo é apenas um meio de se alcançar um objetivo. É a lei do "Melhor Ventríloco", no qual vence aquele que sabe usar melhor as pessoas.

Isso é algo que fere profundamente a minha alma... Porque, sem querer me vangloriar, eu sou do tipo que gosta de ajudar, de fazer até o impossível pelas pessoas que são importantes pra mim. (concordo que seja meio egoísta no sentido de que essa atitude deveria ser extendida aos desconhecidos também... mas só pelos desgostos que já venho sofrendo, não acho que seja uma boa idéia extender não).

Agora querer se aproveitar disso pra te usar?!? Isso me revolta demais!!! E foi numa situação dessas que eu ouvi a seguinte frase "Cada um tem o que merece". Como é que é?!?! Eu mereço pagar por querer ser legal? Por querer ajudar dando o meu melhor? Por me importar com alguém que está mal? Mereço pagar por gostar de alguém? Bullshit!

Dizem que todo aquariano vive no seu próprio "mundinho"... Mas se for pra viver essa realidade, eu prefiro o meu mundo COM CERTEZA!!!

Esse tipo de coisa acaba com a minha esperança nas pessoas... Só hoje ela já diminuiu um bom pedaço... Eu juro que quero acreditar, tentar enxergar que aquilo não foi intencional, que não há nenhum interesse escuso... Fazer o que, assim é a vida. As pessoas se ferram, e tentam levar o maior número de pessoas com elas!

Ah!
Se o mundo inteiro
Me pudesse ouvir
Tenho muito prá contar
Dizer que aprendi...

E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce prá sofrer
Enquanto o outro ri..

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...

Ver na vida algum motivo
Prá sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...
"Azul Da Cor Do Mar" - Tim Maia