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sábado, 4 de janeiro de 2014

IMAGEM DO DIA: LEIA UM LIVRO!



Concordo plenamente! ;D

Obs: Clique na imagem para ampliar e tente descobrir todas as referências escondidas! Compartilhe nos comentários!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

An Unexpected Journey

Um excelente motivo para você esperar alegremente Dezembro de 2012. O que, fim de mundo? Que nada!!! Eu to falando do filme "O Hobbit"!!!

Sim gafanhoto!!! Já foi anunciada a data, e o TRAILER!!!!

Relaxem, o bardo aqui não vai sacanear vocês e já vai deixar o trailer (com legenda) no post para que apreciem e sintam aquele entusiasmo e ansiedade que só quem acompanhou cada parte da Trilogia "O Senhor dos Anéis" nos cinemas pode sentir.


EU QUERO VEEEEEEEEEEER!!!!!!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Guardião da Meia-Noite

Um dos livros com temática espiritual que eu mais gostei de ler foi, sem sombra de dúvidas, "O Guardião da Meia-Noite" do Rubens Saraceni.

Com uma história incrível e envolvente, num ambiente que adentra conceitos de ação e consequência após a morte, o livro conta a história de um rico barão no Brasil da época dos escravos, a sua morte e sua continuação no "lado negro da força".

Pra quem gosta de livros espirituais é um prato cheio, abordando uma nova visão pouco conhecida do lado de lá. Pra quem não é chegado ao tema, vale a pena pela história, com certeza.

Recomendadíssimo para quem quiser entender um pouco mais sobre os Exus da Umbanda.

Quem quiser ler em word. ai vai o link pra baixar:
http://cantodoaprendiz.wordpress.com/livrosmensagens/o-guardiao-da-meia-noite/

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Elementar Meu Caro Watson...

Hoje eu comecei a ler "Um Estudo em Vermelho", livro de Conan Doyle, no qual marca a primeira aparição de, nada mais nada menos que Sherlock Holmes.

Se você nunca leu as histórias desse "excêntrico mestre da dedução", corra pra livraria mais próxima, porque vale muito a pena!

Ainda não terminei o livro, aliás, estou beeem no início (no meio do capítulo 3, pra ser mais exato), mas uma passagem me chamou a atenção em especial. Um diálogo entre Sherlock e Watson, alguns dias depois de terem se conhecido, no qual Watson tenta descobrir algo sobre a vida e a profissão do homem com quem divide as contas da nova residência em Baker Street. Durante a conversa narrada por Watson, Sherlock explica o seu ponto de vista, deveras exótico, sobre o acúmulo de informações que guardamos no decorrer da vida:

"A sua ignorância era tão extraordinária quanto o seu saber. Sobre literatura, filosofia e política contemporânea, parecia não saber quase nada. Quando citei certa vez Thomas Carlyle, ele me perguntou com a maior ingenuidade quem ele era e o que tinha feito. Mas a minha surpresa atingiu o clímax, quando descobri incidentalmente que ele desconhecia a teoria copernicana e a composição do Sistema Solar. Que um ser humano civilizado não soubesse que a Terra se movia ao redor do Sol, era parar mim um fato tão extraordinário que mal podia compreendê-lo.

- Você parece espantado - disse ele, sorrindo da minha expressão de surpresa. - Agora que já sei essa informação, farei o possível para esquecê-la.

- Esquecê-la!?

- Veja - explicou -, acho que o cérebro do homem é originalmente como um pequeno sótão vazio, que temos de abastecer com a mobília que escolhemos. Um tolo pega todo e qualquer traste velho que encontra pelo caminho, de modo que o conhecimento que poderia ser útil fica de fora por falta de espaço, ou, na melhor das hipóteses, acaba misturado com uma porção de outras coisas, o que dificulta o seu possível emprego. Mas o trabalhador de talento é muito cuidadoso a respeito do que coloca no seu sótão-cérebro. Só acolhe as ferramentas que podem ajudá-lo a realizar o seu trabalho, mas dessas ferramentas ele tem uma enorme coleção, e tudo disposto na mais perfeita ordem. É um erro pensar que o pequeno quarto tem paredes elásticas e pode se distender em qualquer dimensão. Acredite, chega uma época em que para cada novo conhecimento é preciso esquecer alguma cosia que se conhecia antes. É da maior importância portanto, n~çao ter fatos inúteis empurrando para fora os úteis.

- Mas e o Sistema Solar!? - protestei.

- Que me importa? - interrompeu impacientemente. - Você diz que giramos ao redor do Sol. Se girássemos ao redor da Lua, não faria a menor diferença para mim ou para o meu trabalho."

Foi só um trecho pra vocês ficarem na vontade. Corram atrás dos livros galera! Diversão garantida! :D

terça-feira, 15 de junho de 2010

Lenda Pessoal

"- Por que um rei conversa com um pastor? - perguntou o rapaz, envergonhado e admiradíssimo.

- Existem várias razões. Mas vamos dizer que a mais importante é que você tem sido capaz de cumprir sua Lenda Pessoal.

O rapaz não sabia o que era Lenda Pessoal.

- É aquilo que você sempre desejou fazer. Todas as pessoas, no começo da juventude sabem qual é sua Lenda Pessoal.
Nesta altura da vida, tudo é claro, tudo é possível, e elas não têm medo de sonhar e desejar tudo aquilo que gostariam de ver fazer em suas vidas. Entretanto, à medida em que o tempo vai passando, uma misteriosa força começa a tentar provar que é impossível realizar a Lenda Pessoal.

O que o velho estava dizendo não fazia muito sentido para o rapaz. Mas ele queria saber o que eram "forças misteriosas"; a filha do comerciante ia ficar boquiaberta com isto.

- São forças que parecem ruins, mas na verdade estão ensinando a você como realizar sua Lenda Pessoal. Estão preparando seu espírito e sua vontade, porque existe uma grande verdade neste planeta: seja você quem for ou o que faça, quando quer com vontade alguma coisa, é porque este desejo nasceu na alma do Universo. É sua missão na Terra."

- O Alquimista, Paulo Coelho


Lenda Pessoal. Um assunto bem complexo, e muitíssimo interessante, afinal vai ao encontro da famosa pergunta filosófica "qual o sentido da vida?". Abordando de maneira mais arriscada seria possível até dizer que essa é a resposta.

É preciso deixar claro antes, que o "aquilo que você sempre desejou fazer" não é de forma alguma a vontade do momento, lógico que não! É algo mais profundo, que exige um certo conhecimento de si mesmo, um mergulho na sua própria alma, já que é fato que as pessoas não sabem o que querem, e isso é em todos os setores da vida!

Talvez o erro crasso seja o fato de a nossa sociedade forçar os nossos jovens a escolher a "Carreira que seguirão pro resto de suas vidas", assim mesmo, com todo esse tom Dramático/BotaPressão, o que deixa qualquer um doido. O resultado, uma quantidade enorme de evasão das salas de ensino superior após dois ou três semestres.

Outro ponto chave é o Financeiro, o money, a "qualidade de vida" que a pessoa quer (ou é forçada a querer), graças ao nossa bela cultura "capitalismo selvagem". Eu mesmo já passei por isso e ainda passo. Quando na época de colegial comentei que queria fazer faculdade de música a resposta do povo de casa foi um belo e uníssono: "e vai viver de que?!" #tenso

Claro que eu estou levando a idéia de Lenda Pessoal pra parte da Carreira Profissional, porém isso pode muito facilmente ser enquadrado em outras áreas, como familiar e relacionamentos.

Como eu sou um típico aquariano revoltado com os costumes e que adora bancar o do contra, digo pra quem quiser ouvir: Se você tem um sonho, independente do que seja (desde que seja Legal, óbvio ahuahUAHA) corre atrás e que se dane a opinião dos outros! Lembrando uma frase do filme "A Procura da Felicidade":

"Não deixe que as pessoas impeçam você de realizar algo que acredita, como eles não conseguiram realizar os próprios sonhos, não querem que ninguém mais realize"
(algo assim, não lembro exatamente agora xD)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O BURACO

"1.
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5.
Ando por outra rua."


Texto extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche (Ed. Talento/Palas Athena)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pensar, Esperar, Jejuar

O livro que estou lendo atualmente é "Sidarta", de Hermann Hesse. Conta a história do filho de um brâmane, que se encontra com Buda, mas não se contentando em apenas tornar-se mais um de seus discípulos, sai em busca de um destino para si mesmo.

Fazia tempo que não lia nada relacionado a esse tema, o budismo. Sempre fui fascinado pela filosofia, e nem preciso dizer que estou devorando o livro todas as manhãs, no caminho pro estágio.

Mas uma passagem hoje me chamou muito a atenção, tanto que resolvi colocar aqui no blog pra dividir com os frequentadores da torre! ;D


"- Tiveste sorte - disse a célebre cortesã Kamala, na hora da despedida. - Uma porta após outra abre-se diante de ti. Como se explica isso? Dispões, por acaso, de algum feitiço?
.
E Sidarta:
- Ontem te contei que sei pensar, esperar, jejuar e tu achaste que isso não valia nada. Mas, na realidade, vale muito, ó Kamala, como verás em breve. Então perceberás que os estúpidos samanas da selva aprendem muita coisa bonita que vós, os outros, ignorais (...)
.
- Pois é - concordou ela. - Mas que farias sem mim? Que seria de ti, se Kamala não te ajudasse?
.
- (...) Tinha certeza de que tu me ajudarias. Sabia-o desde que me olhaste pela primeira vez, na entrada do teu parque.
.
- E se eu não quisesse fazê-lo?
.
- Já o fizeste. Olha, Kamala: Uma pedra atirada na água dirige-se ao fundo pelo caminho mais rápido. O mesmo sucede cada vez que Sidarta tem um objetivo, um propósito. Sidarta não faz nada. Apenas espera, pensa e jejua. Mas passa através das coisas deste mundo como a pedra passa pela água, sem mexer-se, sentindo-se atraído, deixando-se cair. Sua meta puxa-o para si, uma vez que ele não admite no seu espírito nada que se possa opor a ela. Eis o que Sidarta aprendeu dos samanas. É aquilo que os tolos chamam de feitiço e que na opinião deles é obra dos demônios. Nada é obra dos demônios, já que não há demônios. Cada um pode ser feiticeiro. Todas as pessoas são capazes de alcançar os seus objetivos, desde que saibam pensar, esperar e jejuar."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Henry Wotton, e a Influência

Após muito sofrer nas idas e vindas de trem pra sampa todo o santo dia, encontrei a paz que procurava, a leitura... Ler no trem é a melhor coisa que há! O tempo passa voando!!! E você ainda se diverte! (Não, isso não é uma daquelas propagandas de incentivo a leitura.... hauhauhuahua)

"O Retrato de Dorian Gray", livro best seller de Oscar Wilde, foi o meu ponto de partida pra essa nova filosofia de viagem! XD O livro é incrível!!! De uma mensagem única e envolvente! Será esse livro o motivo do post de hoje! \o/

Mas se você acha que eu vou falar do personagem principal do livro, Dorian Gray, está muito enganado, vou falar do personagem que mais me interessou em toda essa trama, Sir Henry Wotton. Aquele que na minha opinião foi o grande "master of puppets" da história toda! Senhor de uma enorme gama de teorias sobre os mais diversos assuntos!

No post de hoje eu vou transcrever o diálogo de Sir Henry e Dorian, no momento em que se conhecem no ateliê de Basil. No qual ele filosofa sobre "exercer influência".

"-Boa influência é coisa que não existe, senhor Gray. Toda influência é imoral... imoral, do ponto de vista científico.
-Por quê?
-Porque influenciar um pessoa é emprestar-lhe a nossa alma. Essa pessoa deixa de ter idéias próprias, de vibrar com as suas paixões naturais. As suas qualidades não são verdadeiras. Os seus pecados, se é que existe o que se chama pecado, vêm-lhe de outrem. Essa pessoa torna-se o eco da música de outra pessoa, intérprete de um papel que não foi escrito para ela. A finalidade da vida é para cada um de nós o aperfeiçoamento, a realização plena da nossa personalidade. Hoje, cada qual tem medo de si próprio; esquece o maior dos deveres: o dever que tem consigo mesmo. Naturalmente, o homem é caridoso. Dá de comer ao faminto, veste o maltrapilho. Mas a sua alma é que sofre fome e anda nua. A coragem abandonou a nossa raça. Talvez nunca a tenhamos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião... eis as duas coisas que nos governam.

Contudo, sou de um parecer que se o homem vivesse plena e totalmente a sua vida, desse forma a todo sentimento, expressão e toda idéia, realidade a todo devaneio... creio que o mundo receberia um novo impulso eufórico, um impulso de alegria que nos faria esquecer todos os males do medievalismo e voltar aos ideias helênicos... talvez a algo mais belo e mais rico do que o próprio ideal helênico.

Mas o mais valoroso dos seres humanos tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem subsiste tragicamente na renúncia que nos estraga a vida. Somos punidos pelo que enjeitamos. Todo impulso que nos empenhamos em sufocar incuba no nosso espírito o nos envenena. Peque o corpo uma vez, e estará livre do pecado, porque a ação tem um dom purificador, Nada restará então, salvo a lembrança de um prazer, ou a volúpia de um arrependimento. A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder-lhe. Resistamos-lhe, e a nossa alma adoecerá de desejo do que proibimos a nós mesmos, do que as suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilegítimo. Tem-se o dito que os grandes acontecimentos do mundo. O senhor mesmo, senhor Gray, com a sua mocidade cor-de-rosa, a sua adolescência de rosa e leite, teve paixões que o assustaram, pensamentos que o encheram de terror; teve, acordado ou dormindo, sonhos cuja simples lembrança o faz corar de vergonha..."